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economia mais realista como diferencial do ManaFoot

aberto por EmanuelF027 · 13 de agosto de 2026

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13 de agosto de 2026

Entendo que jogos no estilo manager normalmente trabalham com números genéricos ou adaptados. Também sei que um projeto independente não precisa copiar todos os contratos reais nem atualizar valores diariamente. Acredito, porém, que uma economia mais coerente com o futebol brasileiro poderia se tornar um grande diferencial do ManaFoot.

O principal problema atualmente não é a falta de valores exatos, mas a diferença de escala entre os clubes. Flamengo e Fluminense aparecem com o mesmo orçamento de R$ 78,838 milhões, enquanto Palmeiras possui R$ 43,713 milhões, Santos R$ 16,068 milhões e o Uberlândia, da Série D, R$ 55 milhões.

Esses números indicam que a capacidade do estádio pode estar influenciando demais o orçamento. Isso explicaria Flamengo e Fluminense com valores idênticos por utilizarem o Maracanã, além de clubes de divisões inferiores com mais dinheiro que equipes da Série A.

Como referência de escala, os valores de mercado estimados pelo Transfermarkt, convertidos para reais, ficam próximos de:

* Palmeiras: R$ 1,384 bilhão;
* Flamengo: R$ 1,297 bilhão;
* Fluminense: R$ 676,36 milhões;
* Santos: R$ 578,56 milhões;
* Uberlândia: R$ 1,04 milhão.

Esses valores não representam o dinheiro disponível para contratações. Valor do elenco, faturamento anual, saldo bancário, folha salarial e orçamento de transferências são conceitos diferentes. A comparação serve apenas para demonstrar que existe uma distância econômica muito maior entre um clube da Série D e os principais clubes da Série A.

No ManaFoot, o Uberlândia começa com um orçamento equivalente a aproximadamente 70% do Flamengo, embora o valor estimado de seu elenco represente menos de 0,1% do elenco rubro-negro. Mesmo considerando possíveis investidores, boa administração ou tradição regional, essa proporção dificilmente seria sustentável como regra.

Minha sugestão seria separar a economia do clube em alguns elementos:

* valor estimado do elenco;
* receita anual;
* folha salarial;
* saldo do clube;
* orçamento disponível para transferências;
* dívidas e compromissos;
* saúde financeira;
* possível aporte de investidores.

O orçamento poderia ser calculado considerando divisão, exposição na mídia, tamanho e fidelidade da torcida, reputação, desempenho recente, patrocínios, premiações, vendas de jogadores, dívidas e objetivos da diretoria.

O estádio continuaria sendo importante, mas teria outra função. Sua capacidade deveria influenciar público máximo, bilheteria, manutenção e custos operacionais, sem determinar diretamente quanto o clube possui para contratar. Um estádio grande não significa automaticamente que seu proprietário ou usuário tenha muito dinheiro, principalmente quando se trata de uma arena pública ou compartilhada.

Também seria importante criar faixas financeiras por divisão. Clubes da Série A teriam receitas e folhas maiores; equipes das Séries B e C trabalhariam em patamares intermediários; clubes da Série D e regionais dependeriam mais de jogadores livres, empréstimos, jovens, atletas locais e contratos curtos. Exceções continuariam existindo, mas poderiam ser justificadas por tradição, torcida, venda recente, investidor ou situação específica.

Isso deixaria cada acesso mais significativo. Subir de divisão não representaria apenas enfrentar adversários mais fortes, mas também receber melhores patrocínios, aumentar a visibilidade, atrair jogadores melhores e ampliar gradualmente o orçamento.

A avaliação dos jogadores também poderia ser separada do overall. Vitor Roque e Thiago Silva aparecem com o mesmo overall, valor e salário. A comparação não pretende dizer que Vitor Roque seja melhor ou mais reconhecido. Thiago Silva possui uma carreira consolidada e enorme reputação internacional, enquanto Vitor Roque é jovem e possui maior possibilidade de evolução e revenda.

Como referência de mercado, Vitor Roque aparece avaliado em aproximadamente R$ 226,19 milhões, enquanto Thiago Silva fica próximo de R$ 2,98 milhões. Essa diferença acontece porque valor de transferência não mede apenas a qualidade atual. Idade, potencial, duração do contrato, procura, posição e possibilidade de revenda também influenciam.

Thiago Silva pode ter um valor de transferência menor e, ao mesmo tempo, continuar exigindo salário elevado por sua qualidade, liderança e reputação. Por isso, valor e salário deveriam seguir cálculos diferentes.

O valor de transferência poderia considerar:

* qualidade atual;
* idade;
* potencial;
* duração do contrato;
* desempenho recente;
* posição;
* reputação;
* nível da competição;
* interesse de outros clubes;
* possibilidade de revenda.

O salário poderia considerar qualidade atual, reputação, importância no elenco, divisão, capacidade financeira do clube, tempo de contrato e concorrência pela contratação. Assim, um jovem promissor poderia ser caro para comprar sem necessariamente ter o maior salário, enquanto um veterano consagrado poderia ter baixo valor de transferência e salário elevado.

Seria muito interessante se o ManaFoot seguisse valores próximos dos reais. Isso aumentaria bastante a imersão, mas exigiria recalibrar toda a lógica monetária: orçamentos, salários, transferências, patrocínios, bilheteria, manutenção, premiações e receitas das competições.

Não seria suficiente apenas aumentar o preço dos jogadores. Se os atletas passassem a valer centenas de milhões, mas as premiações continuassem baixas, o mercado ficaria travado. Se as premiações fossem elevadas demais, a economia sofreria inflação depois de poucas temporadas. Todos os sistemas precisariam manter proporções coerentes.

Pesquisando outros managers, percebi que nenhum deles reproduz todos os valores reais com exatidão. O Football Manager é o que mais se aproxima, mas também utiliza estimativas e adaptações para preservar o equilíbrio da simulação. Portanto, não considero necessário copiar o Transfermarkt ou as demonstrações financeiras literalmente.

Uma solução viável seria utilizar a realidade como referência inicial. Os clubes poderiam ser organizados em faixas econômicas, com ajustes nas grandes atualizações. Depois do início da carreira, os valores evoluiriam naturalmente conforme resultados, acessos, rebaixamentos, vendas, dívidas e crescimento da torcida.

A implementação também poderia ser gradual:

1. separar orçamento da capacidade do estádio;
2. estabelecer faixas financeiras por divisão;
3. corrigir os maiores valores fora da realidade;
4. separar valor do jogador e salário;
5. recalibrar premiações e receitas;
6. adicionar dívidas, investidores e evolução financeira futuramente.

Essa mudança não precisaria transformar o ManaFoot em uma simulação contábil complexa. Poucos fatores bem conectados já produziriam uma grande evolução. O jogador deveria conseguir entender por que determinado clube possui mais dinheiro, por que um atleta custa aquele valor e como um acesso altera a realidade financeira da equipe.

Como muitos managers utilizam economias genéricas, uma estrutura simples, equilibrada e inspirada na realidade brasileira poderia se tornar uma identidade própria do ManaFoot. Começar em um clube regional, trabalhar com poucos recursos e crescer divisão por divisão ficaria muito mais desafiador e gratificante.

Deixei no anexo os dados encontrados, as fontes consultadas e uma proposta mais detalhada de implementação. Continuo apoiando o projeto e espero que essas observações possam contribuir para sua evolução.

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